Fumaça de cigarro alheio intoxicando meus pulmões. O céu cinzento desanima, e esse vento gelado que briga contra meu corpo? Frio. Estranhos a minha volta, histórias desconhecidas, rostos diferentes. Vozes incomodadas com o silêncio constrangedor, falam de qualquer assunto. Não me importa, só quero que essa fila ande logo.
Engraçado que em uma fila há sempre aquele que fala mais do que a boca, há a pessoa que reclama do atendimento e a anti-social que esboça no máximo sorriso sem graças ( que no caso sou eu). Será que chove? Aqui chove o ano todo! Esse sotaque malandro, preguiçoso nas palavras, é quase impossível ignorar. Observo as gírias, o modo como o corpo se impõem em meio a discussão de coisas banais.
Ah mas não há como ignorar essa cidade, ela invade seus pulmões, seus nervos. Ah São Paulo!
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