A sala era desproporcional para a quantidade de pessoas que lá havia. É engraçado como os minutos se arrastam quando estamos ao lado de estranhos. Um silêncio incomodo. A fadiga de anos agora pesava sobre seus ossos, olhos cansados como se tivesse visto de tudo e se decepcionado com que virá. Ele observava a face de uma jovem que estava no fundo sala, fazia cócegas em suas memórias, trazia de volta em sua mente o gosto de sua juventude.
Ela devolveu-lhe o olhar, se encararam por longos segundos, o rosto da menina era de angustia, o senhor queria confortá-la de um jeito paternal, mas se sentiu imobilizado quando viu escorrer-lhe uma lagrima.
Pobre menina pensou ele. Pobre velhinho pensou ela. Ele desejando a aurora de sua vida de volta, e ela ansiava pela maioridade e liberdade, mas temia o amanhã.
A moça viu aquele senhor se levantar e seguir em sua direção. O senhor pousou ternamente a mão direita sobre o ombro da jovem e disse com sua voz fraca.
“Tu tens muito que viver ainda, não temas o futuro, se o teme ele se tornara seu inimigo. Mas não seja imprudente menina”.
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